Amor(es) Verdadeiro(s) – Resenha

“Talvez todo mundo tenha vivido um momento que serve como divisor de águas na vida. Observando nossa linha do tempo, deve existir um marco no meio do caminho, algum evento que nos transformou, mudou nossa vida de forma mais perceptível que os demais”

Título: Amor(es) Verdadeiro(s)
Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Ano de Publicação: 2020
Gênero: Romance Contemporâneo
N° de páginas: 296

Em uma noite como outra qualquer, Emma Blair recebe uma ligação que vai mudar tudo. Seu marido, que sofreu um acidente de helicóptero há três anos, e que todos acreditavam ter morrido, está vivo.  

Conhecemos a Emma da adolescência, uma garota que odiava a cidade onde morava, Acton, e não tinha nenhuma intenção de seguir o negócio da família, a livraria Blair.  

Em uma noite de festa e bebedeira ilegal, Emma conhece Jesse Lerner, o capitão de natação da equipe da escola e por quem ela tinha um grande crush. Na mais inusitada das ocasiões, na delegacia após serem pegos por beberem sendo menores de idade, acontece o primeiro beijo do que viria a ser o casal, e depois disso os dois se tornam um casal inseparável. 

Os dois vivem a vida de seus sonhos, viajando pelo mundo, conhecendo novos lugares e escrevendo sobre eles. Se casam e acabam se instalando em Los Angeles, sem deixar de continuarem viajando claro.  

Eu era loucamente apaixonada por ele desde quando conseguia me lembrar. Compartilhávamos uma história com raízes profundas e cheia de significado

Jesse acaba recebendo uma proposta para gravar um documentário no Alasca, e ele aceita e vai. Mas algo dá errado e o helicóptero em que iam filmar acaba caindo e Jesse fica desaparecido, e depois considerado morto. 

Quando você perde alguém que ama, é difícil imaginar que algum dia vai se sentir melhor. Que um dia vai estar de bom humor

Após sofrer com o luto do desaparecimento de Jesse, Emma entende que deve seguir a vida e acaba aceitando sair com Sam, um antigo amigo que na época da adolescência trabalhava na livraria de seus pais. Onde ela também começa a trabalhar, e até gosta disso. Mas após três anos uma ligação vai mudar tudo que ela construiu até aqui. 

Você sabe que nunca vai estar realmente livre do luto. Sabe que vai ter que aprender a conviver com ele, a administrá-lo

Eu não tenho palavras para dizer o quanto esse livro tocou meu coração, marquei ele quase inteiro enquanto lia. E como li, acho que um dos livros que li mais rápido neste ano. 

Emma ensina muito sobre o luto é como seguir em frente é tanto dolorido quanto necessário, ela também nos mostra que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, mas não da mesma forma. Para amar Sam ela não precisaria deixar de amar Jesse, mas já eram amores diferentes.  

Também é lindo ver sua aproximação aos poucos com sua irmã, desenvolvendo e construindo uma relação de companheirismo e amizade que, no início do livro, não vemos ser possível. 

Ao aceitar que o que ela tinha com Jesse nunca mais voltará a ser o mesmo, Emma admite para si mesma que é uma nova pessoa. Não é mais aquela jovem de vinte e poucos anos que queria conhecer o mundo sem nunca estar de verdade em lugar nenhum. Ela amadurece à medida que o tempo passa, mas seu maior amadurecimento é quando Jesse volta e ela é obrigada a olhar para dentro de si para se encontrar como pessoa. 

É uma leitura emocionante que me levou às lágrimas várias vezes. Além de ensinar sobre o amor, também ensina sobre amadurecimento e sobre como nossas escolhas definem quem somos. 

Não acho que um amor verdadeiro precise ser o único. Acho que amor verdadeiro significa amar de coração. Amor puro e simples. Amor por inteiro.

Nota:

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1 comentário em “Amor(es) Verdadeiro(s) – Resenha”

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